Texto por Colaborador: Redação 27/02/2026 - 03:00

O Liverpool vive um momento decisivo na temporada. O clube ocupa a sexta colocação na Premier League — três pontos atrás do Manchester United, quarto colocado, e separado do Chelsea por saldo de gols, com 11 rodadas ainda a disputar. A classificação para a Champions League é urgente, e os números financeiros explicam por quê.

Um relatório divulgado pela UEFA nesta semana escancarou a brutal diferença de receita entre as duas competições europeias. Na temporada 2024/25, mesmo sendo eliminado nas oitavas de final, o Liverpool arrecadou €102 milhões (aproximadamente £88,9 milhões) ao participar da Champions League — o oitavo maior valor entre todos os clubes, superado entre os ingleses apenas pelo Arsenal. Em contraste, a única temporada do clube na Europa League gerou apenas €27 milhões (cerca de £23,5 milhões). A diferença entre os dois cenários é de 73%.

Arne Slot foi direto ao ponto em declaração recente: "Se não tivermos a Champions League, definitivamente não terá sido uma temporada aceitável." E a lógica financeira confirma o argumento. O técnico também não escondeu o impacto prático da diferença ao lembrar sua chegada ao clube: "Quando cheguei aqui, só podíamos contratar Federico Chiesa, e isso foi depois de uma temporada na Europa League. Isso tem um impacto enorme na forma como este clube funciona. Estamos completamente cientes disso, e eu estou completamente ciente disso."

Para se ter ideia da diferença de peso entre as competições, o Manchester City, eliminado ainda na fase de playoff da Champions League na última temporada, ainda assim arrecadou €85 milhões (£74 milhões) entre receitas de transmissão, comerciais e de bilheteria. Ou seja, mesmo uma campanha frustrante na principal competição europeia gera mais dinheiro do que uma boa trajetória na Europa League.

O Liverpool opera com um modelo financeiro autossustentável, o que torna as receitas da UEFA ainda mais essenciais. O clube precisou de um volume de investimentos significativo no último verão e deverá abrir o bolso novamente para corrigir fragilidades evidentes no elenco. Sem a garantia da Champions League, essa capacidade fica seriamente comprometida.

O caminho ainda está em aberto: onze jogos na Premier League para garantir uma vaga pelas posições ou até sete na própria Champions League para assegurar a permanência no torneio na próxima temporada. São duas rotas distintas — e o Liverpool precisa trilhar pelo menos uma delas.

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