Texto por Colaborador: A. Rother 25/07/2026 - 02:00

Jürgen Klopp mal foi apresentado como novo técnico da Alemanha e já deixou uma coisa bem clara: não tolerará que sua família seja assediada pela imprensa. Em coletiva de confirmação da nomeação, o alemão de 59 anos enviou um aviso direto e sem rodeios: "Estou sempre pronto para desistir".

"Sei perfeitamente que esta é a minha prioridade número um. É minha missão melhorar a seleção nacional e, com sorte, ter mais opções disponíveis para escolher. Mas não é algo que farei contra vocês, estou fazendo por vocês. Serei muito bem remunerado e, se amanhã 'Jurgen Klopp é uma merda', então estarei fora. Se a DFB disser 'vamos lá, não vamos continuar com o trabalho', então acabou. E se vocês [da mídia] se comportarem mal e não deixarem minha família viver em paz, eu irei embora e simplesmente darei as costas. Sei que existem outros países onde os técnicos das seleções nacionais são tratados ainda pior. Adoro este trabalho, mas estou sempre pronto para desistir se for preciso."

O aviso chega em um contexto específico. A imprensa alemã tem reputação de ser particularmente intensa com o selecionador nacional, e Julian Nagelsmann foi duramente pressionado até deixar o cargo após a eliminação precoce na Copa do Mundo. O próprio Klopp precisou se desculpar publicamente por comentários feitos sobre Nagelsmann quando ainda atuava como comentarista no torneio.

Para assumir o cargo, Klopp negociou a rescisão do contrato com a Red Bull, acordo que prevê uma doação de €1 milhão à fundação 'Wings for Life' e a realização de três jogos na Red Bull Arena, em Leipzig. Ele assina por quatro anos e terá ao seu lado os ex-auxiliares do Liverpool Pepijn Lijnders e Peter Krawietz, além do ex-meio-campista do Dortmund Sven Bender. O agente e amigo de longa data Marc Kosicke também assume um papel estratégico na estrutura.

Klopp já havia recusado abordagens da DFB quando ainda estava no Liverpool, mas parecia questão de tempo até assumir o posto. Agora que o fez, deu a entender que este será seu trabalho final como treinador: "Jurgen Klopp não terá nenhuma 'carreira' depois da seleção nacional, este é o ápice da minha carreira no futebol como treinador. Darei tudo de mim."





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