Texto por Colaborador: Redação 18/01/2026 - 16:00

O padrão se repete: o Liverpool domina amplamente as partidas, cria inúmeras oportunidades, mas não consegue transformar superioridade em vitórias. O empate por 1 a 1 contra o Burnley em Anfield é mais um capítulo dessa história frustrante, onde detalhes mínimos fazem toda diferença.

Os números mostram o controle dos Reds: 32 finalizações, xG de 2,95 e 76 toques na área rival. Ainda assim, um deslize defensivo bastou para o Burnley arrancar um ponto que parecia improvável.

Joleon Lescott, ex-zagueiro inglês, analisou a partida para a Premier League Productions e direcionou suas observações à dupla de zaga do Liverpool, colocando Ibou Konaté no centro da conversa. O francês, que vive sua quinta temporada no clube, participou do lance que originou o gol de empate de Marcus Edwards, mas a questão levantada por Lescott vai muito além desse momento específico.

"Analisando aquele gol, acho que Konaté poderia ter se deslocado mais para o lado, dificultando o chute inicial, mas não houve sorte e parece que ele estava com pouca confiança", avaliou o ex-jogador do Manchester City, que preferiu não isolar a responsabilidade em um único atleta e ampliou sua crítica para toda a parceria com Virgil van Dijk: "Não é só o Konaté... eles estão jogando em dupla e parecem não estar tão entrosados."

A falta de sincronização entre os dois defensores é especialmente incômoda quando se considera o quão pouco o Liverpool sofre em jogos de maior movimentação. O Burnley teve pouquíssimas chances reais de gol, mas aproveitou uma delas de forma fatal, evidenciando como a concentração defensiva é determinante para times que disputam o topo da tabela.

Segundo Lescott, a confiança influencia de maneira sutil, porém crucial, o desempenho dos zagueiros, que podem ficar "mais hesitantes em seu posicionamento" e priorizarem a prudência em detrimento da imposição.

Essa análise dialoga com outras críticas feitas ao Liverpool. Lewis Steele apontou que os Reds estão "17 pontos pior do que nesta época da temporada passada" e classificou o futebol apresentado como "difícil de assistir há meses". Steven Gerrard, por sua vez, definiu empates caseiros diante de equipes como o Burnley como "inaceitáveis", mesmo em meio a uma sequência sem derrotas.

O problema não está na quantidade de oportunidades cedidas pelo Liverpool, mas no momento e nas decisões tomadas. A BBC ressaltou como o Burnley marcou na contramão da partida, poucos minutos após já ter dado sinais de perigo. É justamente esse tipo de situação que faz com que lances envolvendo Konaté ou Van Dijk ganhem proporções maiores, ainda que a apresentação geral da equipe siga sendo superior.

As palavras de Lescott adicionam uma nova perspectiva, indicando que o problema não está relacionado à entrega dos jogadores, mas à sintonia entre eles. Com compromissos pela Liga dos Campeões e uma maratona de jogos pela liga nacional pela frente, corrigir esses pequenos ajustes defensivos pode ser o fator decisivo entre aliviar ou intensificar a pressão sobre o time.

No momento, Konaté se vê no centro de um debate que reflete uma questão coletiva do Liverpool, e não uma falha individual.

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